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A Nova Vimâna — H. P. Blavatsky (Escritos Compilados, Vol. III)

A Nova Vimâna

Fonte: The Theosophist, Vol. II, Nº 6, Março, 1881, pp. 138-39

Escritos Compilados de H. P. Blavatsky — Volume III, pp. 64-68

Acaba de ser submetido à consideração da Filial de Odessa da Sociedade Tecnológica Imperial um plano para uma nave aérea que não necessita de um balão de gás para os fins de voo. Os inventores do novo aparelho, Srs. Henrizzi e Von Offen, alegam ter descoberto uma força que pode ser feita para neutralizar a força da gravitação. O aeróstato tem as seguintes dimensões: 40 pés de comprimento, 24 pés de largura e 16 pés de altura. Sua forma geral é cônica, sendo da mesma construção que o navio Boogshprit. É posto em movimento por dois parafusos da máquina, cujo princípio ainda é segredo dos descobridores. O peso total do aparelho, incluindo o motor, é de cerca de 400 libras. O material para sua construção é preparado por Henrizzi e Von Offen, e também é, até agora, um segredo bem guardado, e o mais importante de todos os segredos. O motor e o compartimento para bagagem estão situados na parte inferior da nave. O motor é de dupla força e move-se, e alega-se que propulsa a embarcação a uma velocidade de 40 pés por segundo. A maior vantagem da nova máquina aérea sobre todas as outras que até agora foram submetidas, consiste em mover-se não apenas a favor, mas contra o vento; e também que, em caso de qualquer quebra na maquinaria, não envolve perigo para os passageiros, pois nunca poderia cair subitamente ao solo, mas desceria gradualmente em caso de acidente, ou poderia manter-se sustentada por certo tempo no ar, e até continuar movendo-se por uma curta distância, para frente ou para trás.

O aparelho, afirma-se, pode ser elevado à vontade e a qualquer altura que se deseje, e a quantidade de bagagem que transporta depende apenas da capacidade de armazenamento.

A Filial de Odessa da Sociedade Tecnológica considerou a ideia do novo veículo aéreo muito viável e, dada a força e o peso acima designados, prometedora de certo sucesso. A Sociedade confirmou e endossou as afirmações dos descobridores de que nenhum dano à maquinaria poderia comprometer a segurança dos passageiros ou os princípios acima enunciados. Por sugestão da Sociedade, os inventores submeteram seu projeto ao Ministro da Guerra, destinando-se a nova aeronave exclusivamente para operações militares. Uma soma considerável de dinheiro foi concedida aos dois inventores para permitir-lhes iniciar imediatamente o trabalho de construção.

Este exemplo do incessante progresso da descoberta científica moderna será tanto mais interessante para o leitor porquanto surge como um suplemento oportuno à palestra do Cel. Olcott sobre a Índia e enfatiza o fato de que os Arianos foram, de fato, nossos progenitores na maioria das artes úteis.

As autoridades militares russas, ao dedicarem uma grande soma para a construção do novo aeróstato de guerra, mostram quão grande importância dão à invenção. Mas ao nos voltarmos para a palestra indiana e observarmos o que o Brahmachari Bâwâ diz sobre a Vimâna Vidyâ dos Arianos, notar-se-á que os Srs. Henrizzi e Von Offen ainda têm muito que aprender antes que possam fornecer naves aéreas nas quais exércitos contendores possam travar batalhas no ar, como tantas águias guerreiras disputando o domínio das nuvens. E a arte da guerra deve ser muito mais aperfeiçoada do que agora antes que um exército possa ser aniquilado por névoas venenosas induzidas artificialmente.

* No artigo: "Algumas Coisas que os Arianos Sabiam," em O Teosofista, Vol. I, Junho, 1880, pp. 236-37. — Compilador.

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